terça-feira, 13 de setembro de 2011

Zu viel zu Tun

Hoje vou escrever em tópicos para ver se vai mais rápido:

- Sexta viajei para Karlsruhe, no Sul da Alemanha, onde mora a mae da Monika.
- Sábado fui em um batizado, na mesma cidade, de uma menina meio-brasileira.
- Os brasileiros que estavam lá realmente pareciam brasileiros, ao contrário de mim.
- Comi feijoada, arroz, brigadeiro, pudim de leite e salgadinho de queijo.
- Na real, o brigadeiro fui eu quem fez.
- Na real, eu já devo ter feito umas quatro latas de brigadeiro desde que eu cheguei.
- O pessoal aqui gosta mesmo de brigadeiro.
- No fim do dia fomos de carro até Wissenbourg, na Franca, já que Karlsruhe fica na fronteira.
- O pessoal de Karlsruhe pode a qualquer momento dar um pulinho na Franca e comer um croissant, simples assim.
- Domingo fomos até um palácio que tem nas redondezas (e que agora eu nao lembro o nome).
- Também fomos em uma espécie de mirante que fica no topo de um morro cheio de vinhedos.
- Comemos algumas uvas por ali mesmo.
- Voltamos para a cidade para pegar um aviao de volta a Hamburg.
- Lá iríamos encontrar uns amigos de Monika e Gero.
- Passeamos por Hamburg e planejamos o que fazer na próxima visita à cidade (já que nao tinhamos muito tempo).
- Encontramos Tobias e Antje (os amigos) em um restaurante sírio.
- Eu honestamente recomendo esse restaurante (chama-se Mazza).
- Voltamos para Lübeck.
- Segunda feira eu estava um lixo.
- As duas primeiras aulas eram matemática.
- Segundas sempre sao os dias mais longos na escola (até 16:35h).
- O que salvou o dia foi a última aula: Biologia.
- Eles ainda estao aprendendo sobre organelas, entao eu sou uma espécie de gênio da Biologia.
- De noite eu fui com a Monika em um restaurante persa aqui perto para comemorar meu primeiro mês na Alemanha.
- Gero passou a noite trabalhando.
- Hoje as aulas iam só até 12h.
- Tive inglês, artes, latim e alemao.
- A professora de alemao é sempre legal comigo e tenta sempre me explicar as coisas.
- Na aula de artes nós só desenhamos.
- Inglês é a única aula que eu entendo TUDO.
- Latim tem milhares de palavras parecidas com português (o difícil e saber o significado em alemao).
- Tercas feiras sao sempre os melhores dias.
- Cheguei em casa e almocei com Gero, que nao iria trabalhar hoje.
- Bife, purê de batatas e chucrute (bem alemao).
- Ele me ajudou com a tarefa de história.
- Saímos para um passeio de bicicleta.
- Quando voltamos eu vim pro computador
- Agora estou saindo pois vamos juntos no circo.
- Isso mesmo, circo.
- Vou andirilhar um pouco mais, outro dia eu apareco por aqui.

Fotos (em ordem de aparicao):
- Meu quarto
- Uma das mais de 200 entradinhas que tem entre as construcoes de Lübeck e levam até casas antigas que costumavam ser de comerciantes.
- Vista do mirante em Karlsruhe.
- Monika, eu e Gero, no tal palácio.
- Vista do palácio de frente.
- Hoje, durante o passeio de bicicleta, quando paramos do lado de um pasto de ovelhas.


quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Jetzt Verliebt

Como comecar?
Acho que posso comecar dizendo que teclados alemaes nao tem cedilha.
E nem acento tio.
Mas enfim, hoje eu parei para pensar e decidi que seria interessante criar um blog sobre meu ano de intercâmbio - mesmo que eu nao vá atualizá-lo com frequencia. Sabe como é, amanha faz um mês que eu estou aqui em Lübeck, e ainda nao fiz nada para registrar tudo o que já aconteceu. E acredite, já aconteceu muita coisa.
Para quem nao sabe, Lübeck é a cidade onde estou agora na Alemanha, uma cidade tombada como patrimônio hitórico-cultural pela UNESCO, ou "A cidade do marzipan", como também é conhecida.
Mas se você nao souber o que é marzipan, nao tem problema, porque eu também nao sabia.
Minha família aqui se resume a um casal, Monika e Gero (pronuncia-se "Guêrro"), que sao meus Gasteltern - pais hospedeiros. Ambos sao muito queridos e fáceis de conviver, e sao pessoas super ativas que sempre tem alguma ideia do que fazer, seja ir a algum festival na cidade, seja viajar até a praia... Eles sempre pensam em algo, e por isso eu já conheci bastante as redondezas.
Mas nao, nao irei fazer um resumo de tudo o que fiz até agora. Até porque eu nao consigo lembrar de tudo de uma vez e eu quero ver se consigo escrever rapidinho aqui, já que eu tenho tarefas para fazer e ninguém merece passar uma tarde inteira contando detalhezinhos da minha estadia sendo que ninguém teria paciencia para ler.
Nao foi nisso que eu pensei quando voltava hoje da escola.
Ou melhor, quando voltava hoje da escola na chuva.
A pé.
Sem guarda-chuva.
Se você acha que Joinville chove muito, venha me fazer uma visitinha em Lübeck e ai nós podemos conversar.
Ah, e eu preciso dizer: o pessoal aqui gosta muito de flores. No jardim da frente tem uma roseira enorme que cresce para todos os lados, como, por exemplo, sobre o caminho de pedra que leva até a entrada. E quando as pessoas estao fugindo da chuva e nao olham para a frente, elas dao de cara com a roseira e ganham um lindo arranhao sobre o nariz.
Pessoas tipo eu.
Mas ultimamente eu ando tao desastrada, que esse tipo de coisa está virando rotina.
Coisas tipo tropecar na escada, quase atropelar um cara enquanto ando de bicicleta, colocar um copo na máquina e nao ver que ainda tem água dentro dele, bater a coxa umas 782364 vezes no canto da escrivaninha - daqui a pouco o roxo vai virar permanente -, ir numa loja e quase sair esquecendo de pagar... E por aí vai.
No fim, eu nem me incomodo mais. Acabo é rindo da minha própria estupidez e seguindo em frente.
A única coisa que me incomoda aqui é a língua.
Nao conseguir falar fluentemente é um enorme obstáculo, principalmente na escola. Apesar de eu estar fazendo amizades, quando os adolescentes falam entre si fica complicado para entender. E muitas vezes eu entendo errado o que os professores querem dizer.
Por exemplo: Hoje nós iríamos visitar uma galeria com a professora de artes. Ok, isso eu havia entendido. O que eu nao havia entendido era que seria na primeira aula e que nós deveríamos nos encontrar na tal galeria.
Ou seja, lá foi a Julia até a escola só para descobrir que nao tinha ninguém na sala de aula.
A minha sorte foi que, quando eu voltei para casa - que é bem perto da escola - já pensando em como eu chegaria na tal galeria a tempo - ir a pé iria demorar muito e minha bicicleta estava molhada -, eu dei de cara com o vizinho saindo para o trabalho. Ele perguntou o que aconteceu, por que eu estava voltando da escola, e depois que eu contei a história, ele me ofereceu uma carona até a tal galeria.
Acho que eu nunca disse tanto "vielen Dank" (muito obrigado) na minha vida.
No fim deu tudo certo e eu acabei conhecendo mais um lugar legal aqui na cidade, mas é muito frustrante nao conseguir entender tudo.
Bem, com o tempo isso melhora.
E eu que queria escrever rapidinho, já estou aqui há quase uma hora.
O resto eu deixo para a próxima, já eu que eu tenho tarefas a fazer e uma latinha de Guaraná para tomar - porque, sim, eu descobri um lugar onde vende Guaraná aqui. Depois que eu tiver andarilhado um pouco mais, volto para dar notícias. 
Até a próxima!